Internacional
17 Agosto de 2022 | 09h14

Religião domina primeiro dia de campanha eleitoral no Brasil

O início da campanha eleitoral para as Presidenciais brasileiras ficou marcado não pelo debate político entre os dois principais candidatos mas sim pelo bate-boca religioso. Jair Bolsonaro dirigiu o discurso à comunidade evangélica numa ação realizada em Juiz de Fora, cidade onde foi esfaqueado em 2018, e disse acreditar que então foi salvo por intervenção divina:

"A recordação que levo é do renascimento. A minha vida foi poupada por Ele, o nosso criador, para que eu pudesse como Presidente da República fazer o melhor pela nossa pátria."
Jair Bolsonaro 
Candidato do Partido Liberal nas Presidenciais brasileiras

A religião foi uma constante no discurso e Bolsonaro sugeriu mesmo que pode vir a ser proibido falar em Deus em caso de derrota.

Já Lula da Silva, que de acordo com as últimas sondagens parte como favorito, começou a campanha no mesmo sítio onde começou a carreira política, São Bernardo do Campo. O seu discurso também ficou marcado pelas referências religiosas, mas para falar do demónio, que para Lula tem um nome:

"Você não tem amor, uma única lágrima para as 680 mil pessoas que morreram de covid-19. Nunca se preocupou em saber quantas crianças estão órfãs, porque você é negacionista. Não acredita na ciência, não acreditou na medicina, não acreditou nos governadores. Você acreditou na sua mentira. Porque se tem alguém que é possuído pelo demónio é Bolsonaro."
Lula da Silva 
Candidato do Partido dos Trabalhadores nas Presidenciais brasileiras

O duelo entre os dois rivais promete. Apesar de existirem doze candidatos nas Presidenciais, tudo indica que a vitória seja discutida entre Jair Bolsonaro e Lula da Silva. A primeira volta está marcada para 2 de outubro.