Economia
25 Janeiro de 2022 | 08h17

Novos aviões da TAAG melhoram balança comercial

O director de operações de voo da TAAG, José Coelho, disse, esta segunda-feira, que a frota de aviões Dash 8-400 tem estimulado a procura de bilhetes e a recuperação da balança comercial da companhia, devido aos baixos custos operacionais.

Falando a jornalistas, à margem da recepção da quinta aeronave Dash 8-400, baptizada por Cunhinga (nome de um rio e de um município da província do Bié - Angola), o gestor reiterou que a entrada em serviço dos primeiros quatro aparelhos permitiu baixar em cerca de 30% os custos dos bilhetes de passagem domésticos e regionais.

"Essas aeronaves proporcionam uma redução nos custos operacionais em cerca de 30%, reflectindo no preço dos bilhetes que caiu na mesma percentagem. São factores que têm influenciado a crescente procura dos bilhetes da TAAG, comparativamente ao primeiro ano da pandemia”, afirmou.

As primeiras quatro aeronaves, disse, servem as rotas domésticas Cabinda (três frequências diárias), Luena/Moxico (quatro semanais), Ondjiva/Cunene (seis semanais) e Lubango/Huíla (cinco semanais) e a regionais Windhoek (Namíbia), Kinshasa (RDC) e São Tomé (São Tomé e Príncipe).

Em relação à chegada do sexto e último avião da frota adquirida adquirida à fabricante "De Havillande of Canada Limited", o director de voo revelou que está prevista para Junho deste ano.

Por sua vez, o comandante da aeronave, Celso Mesquita, disse que esta foi a primeira vez que uma equipa da TAAG tira uma aeronave da fabricante canadiana, acrescentando que as anteriores foram todas transportadas até Angola pelos técnicos da empresa "De Havillande of Canada Limited".

Segundo o piloto, para chegar até ao país, saídos de Toronto (Canada), fizeram escalas técnicas em Portugal, Mauritânia e Ghana.

Sobre a aeronave

Trata-se de um avião com capacidade para transportar 74 passageiros, sendo 64 na classe económica e 10 na executiva.

O avião do tipo Dash 8-400, turbo hélice, tem uma autonomia de voo de 6 horas, sobrevoa até dois mil500 metros de altitude e pode atingir uma velocidade de 700 quilómetros por hora.

O seu nível de poluição sonora é o mais baixo possível na indústria, estando na faixa dos 93.1 EPNdB (medida de ruído), e tem um baixo consumo de combustível.

Fonte: Angop