Cultura
18 Setembro de 2021 | 09h45

Escritor, dramaturgo e argumentista Alfonso Sastre morre aos 95 anos

O escritor, dramaturgo e argumentista espanhol Alfonso Sastre, galardoado com o Prémio Nacional de Teatro em 1985, morreu na sexta-feira, aos 95 anos, em Hondarribia, cidade onde viveu.

Nascido numa família burguesa e católica em Madrid, a 20 de fevereiro de 1926, Sastre instalou-se em Hondarribia (Guipúzcoa) em 1977 e considerou a situação no País Basco "um dos temas-chave" da sua obra, abordada direta ou indiretamente em textos como "Prólogo Patético", que escreveu em 1950.

Alfonso Sastre foi considerado um dos principais expoentes da denominada "Geração dos 50" e durante a sua longa trajetória intelectual foi caracterizado pelo seu compromisso político, primeiro contra a ditadura de Franco e depois a favor da esquerda abertzale.

 Mas, independentemente da sua ideologia e de como esta influenciou a sua obra, Sastre foi, por direito próprio, um dos renovadores da cena espanhola contemporânea ao nível de Antonio Buero Vallejo, de uma geração anterior, escreve a agência Efe.

  Licenciado em Filosofia e Letras pela Universidade Complutense, Sastre teve o seu primeiro grande sucesso teatral com "Esquadra para a morte", uma obra censurada após a sua terceira atuação em Madrid (Teatro María Guerrero) por um grupo de teatro universitário. Lá conheceu Eva Forest, a sua mulher e companheiros de luta até à sua morte em 2007.

Durante o regime de Franco, foi militante do Partido Comunista, de 1975 a 1977, esteve exilado em França e no seu regresso a Espanha instalou-se na cidade de Hondarribia, onde morreu.

Fonte: NM