Internacional
05 Novembro de 2022 | 20h18

Cheney que perdeu as primárias para as eleições no seu círculo, por isso não manterá o seu lugar no Congresso.

A congressista republicana Liz Cheney - conhecida pelo confronto aberto com o ex-Presidente Donald Trump e membro do comité que investiga o ataque ao Capitólio, em 2021 - continua a apoiar candidatos democratas para as eleições intercalares.

Cheney - que perdeu as primárias para as eleições no seu círculo e, por isso, não manterá o seu lugar no Congresso - anunciou hoje o apoio a Abigail Spanberger, uma congressista democrata da Virgínia que concorre à reeleição no seu distrito, contra o republicano Yesli (uma figura muito próxima de Trump).

Num comunicado enviado ao jornal The Washington Post, Cheney disse que se sente "honrada" por apoiar Spanberger, apesar das diferenças políticas, e definiu a candidata como uma congressista "dedicada", que procura trabalhar para "encontrar soluções" para os cidadãos.

Spanberger é a terceira candidata democrata ao Congresso que Cheney apoia, nas eleições intercalares marcada para a próxima terça-feira, depois de esta semana ter viajado até ao estado do Michigan para apoiar a democrata Elissa Slotkin na sua corrida à reeleição.

Cheney -- que tinha perdido a liderança do Partido Republicano no Congresso, por causa da sua oposição a Trump - perdeu as primárias no seu círculo contra Harriet Hagema, a candidata republicana apoiada pelo ex-Presidente.

As eleições intercalares norte-americanas, a 8 de novembro, determinarão qual o partido que controlará o Congresso nos dois últimos anos do mandato do Presidente Joe Biden, estando também em jogo 36 governos estaduais e vários referendos estaduais a medidas sobre questões-chave, incluindo aborto e drogas leves.

Em disputa estarão todos os 435 lugares na Câmara dos Representantes, onde os democratas atualmente têm uma estreita maioria de cinco assentos, e ainda 35 lugares no Senado, onde os democratas têm uma maioria apenas graças ao voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris.

As eleições podem não apenas mudar a cara do Congresso norte-americano, mas também levar ao poder governadores e autoridades locais totalmente comprometidos com as ideias de Donald Trump. Uma derrota muito pesada nestas próximas eleições pode complicar ainda mais o cenário de um segundo mandato presidencial para Joe Biden.