Desporto
04 Setembro de 2022 | 08h28

Palancas e Bafana Bafana decidem última eliminatória

Em vantagem na eliminatória, após a vitória por 2-0, em jogo da primeira mão, disputado no Estádio Nacional 11 de Novembro, os Palancas Negras procuram, hoje, frente à África do Sul, às 14h00, no Estádio de Pretória, em Joanesburgo (Soweto), o apuramento para a 7ª edição do Campeonato Africano das Nações (CHAN/2023), a decorrer de 8 de Janeiro a 5 de Fevereiro, na Argélia

Frente aos Bafana Bafana, os Palancas Negras jogam uma cartada decisiva com o intuito de passarem a eliminatória, apesar de o jogo ser de elevado grau de dificuldade.

Ainda assim, o conjunto angolano quer fazer parte do grupo das 16 melhores nações apuradas para o CHAN, com a ambição de voltar a discutir os lugares cimeiros da competição, depois do feito de 2011, vice-campeão africano.

Caso pretenda carimbar o passaporte para a Argélia, Angola tem de entrar destemida e procurar jogar no erro do adversário. Os comandados de Pedro Gonçalves têm de encarar os sul-africanos olhos nos olhos e não se deixarem intimidar pelos adeptos da equipa da casa.

O "onze” nacional tem de estar mentalizado e preparado para superar os obstáculos que, eventualmente, possam encontrar no decorrer do desafio, sobretudo o ambiente totalmente hostil, que virão das bancadas por parte dos fervorosos adeptos sul-africanos. 

Depois do triunfo há sete dias, no Estádio Nacional 11 de Novembro, a Selecção Nacional mostrou ser uma equipa competente e comprometida com o apuramento, mas terá de jogar ao melhor nível, de modo a garantir à tão ambicionada qualificação.

Se o conjunto angolano fizer um jogo inteligente e optar pelo colectivo, vai, naturalmente, conseguir um resultado positivo no reduto do adversário. Para que tal aconteça, a equipa nacional tem de traduzir em golos as oportunidades a serem criadas, de forma a regressar de Joanesburgo com o apuramento na bagagem.

Angola tem de ter capacidade de sofrimento e estar única e exclusivamente focado no objectivo primordial, que visa rubricar o passaporte para a prova continental. 

A jogar num terreno totalmente adverso, o treinador Pedro Gonçalves está obrigado a alterar a estratégia da equipa nacional, bem como abdicar do desenho táctico (4-4-2), que apresentou no embate da primeira mão.

Na condição de visitante, a Selecção Nacional deve optar pelo sistema táctico 4-5-1 desdobrável, porque vai obrigar o conjunto sul-africano a subir no terreno, depois sair no contra-golpe para visar à baliza adversária. 

Com o central Kinito (Petro de Luanda) e médio Lépua (Sagrada Esperança), recuperados dos respectivos  problemas físicos, o técnico Pedro Gonçalves esfrega as mãos de contente, visto que ambos os jogadores são peças fundamentais e transmitem confiança à equipa nacional. 

Angola deve entrar de início na baliza com Neblú, quarteto defensivo formado por Tó Carneiro, Eddie Afonso, Danilson e Kinito. Na linha intermédia podem cinco unidades, nomeadamente Herenilson, Megue, Jaredi, Gilberto e Higino, sendo que a despesa de ataque é entregue a Zine Salvador, num claro 4-5-1.

 

Trio malgaxe 

Ibrahim Dimbiniaina, árbitro do Madagáscar, vai dirigir o jogo entre África do Sul e Angola, com os assistentes Velomanana Ferdinand Jinoro e Abdoul Ohabee Kanoso (Madagáscar). Mohau John, também, malgaxe, vai desempenhar o papel de quarto árbitro, ao passo que o comissário ao jogo é Ramphul Raj, do Lesoto.