Sociedade
08 Maio de 2022 | 09h53

Executivo vai continuar a alargar a rede escolar

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, garantiu, sexta-feira, que o Executivo vai continuar a desenvolver acções para o alargamento da rede escolar no país e contratação de quadros e pessoal docente.

"O estabelecimento de novas regras para a formação técnica e contínua dos professores, o apetrechamento das escolas com equipamentos didácticos são prioridades do nosso Executivo”, afirmou o ministro de Estado, ao discursar na abertura do Fórum Regional de lançamento da Estratégia de Médio Prazo 2022-2025, que discutiu a problemática curricular nos países africanos.

Actualização curricular, combate contra o analfabetismo nos jovens e adultos bem como a tomada de medidas para a inclusão constam das acções que o Executivo angolano tem desenvolvido, segundo Manuel Nunes Júnior,  que considerou a educação um sector de "elevada dignidade”. 

"Temos consciência de que o que separa os países pobres e ricos não é tanto a riqueza material, mas sim os vastos conhecimentos que evidenciam em relação a nós”, realçou. 

Indicou que para que Angola seja considerado um caso de sucesso neste particular tem de lutar para minimizar ou anular o fosso existente em termos de conhecimentos. "Temos de criar condições para os nossos alunos e estudantes tenham acesso ao que de mais avançado existe no mundo das tecnologias ", apelou. 

Para a ministra da Educação, Luísa Grilo, o sector possui um valor insubstituível no processo de desenvolvimento do capital humano. 

Ao intervir na abertura do Fórum Regional de lançamento da Estratégia de Médio Prazo 2022-2025, Luísa Grilo apelou ao Bureau Internacional da Educação da UNESCO a mobilizar fundos para a melhoria da Educação por via da transformação curricular em Angola. 

"A importância deste fórum está na centralidade que a educação ocupa nas medidas de políticas e compromissos nacional, regional e mundial e do valor insubstituível no processo de desenvolvimento do capital humano”, declarou. 

Luísa Grilo realçou o empenho pessoal do Presidente João Lourenço para que o sector possa cumprir o seu desígnio social e garantir uma educação universal, inclusiva e de qualidade reconhecida. "Para a prossecução deste desígnio social é indispensável o apoio técnico especializado dos parceiros internacionais, sobretudo as Agências das Nações Unidas e a colaboração das empresas”, sublinhou. 

A ministra informou que o país aceitou acolher o evento esperando que com a sua realização se conheça a pertinência da Estratégia de Médio Prazo 2022-2025 que a UNESCO se propõe. 

"Esperamos que haja o compromisso de todos os actores sociais, sobretudo das entidades aqui presentes, no financiamento de projectos ou apadrinhamento daqueles que concorram para a melhoria da qualidade de educação e ensino através da transformação curricular”, concluiu. 

Durante o evento foram apresentados temas como: a Estratégia de Médio prazo 2022-2025, o projecto de cooperação técnica entre o Ministério da Educação e a UNESCO e assinatura do acordo de cooperação técnica.

O diagnóstico do currículo vigente, quadro de orientação curricular, inserção das línguas de Angola no currículo, referências de competência dos professoras e o sistema nacional de avaliação estiveram, também, em discussão.

Fonte: JA