Internacional
05 Maio de 2022 | 10h05

Pequim volta ao trabalho depois de 5 dias de confinamento

A cidade aproveitou o Dia Internacional do Trabalhador para tentar travar a pandemia e impedir os números registados em Xangai.

A cidade de Pequim e os seus mais de 21 milhões de habitantes voltaram esta quinta-feira ao trabalho, depois da capital chinesa ter imposto um confinamento de cinco dias, a partir do dia 1 de Maio, para tentar conter a pandemia da Covid-19 e continua a assustar a China. 

A autarquia tem tomado uma série de medidas, como testagens massivas a todos os seus residentes e o fecho de 10% das estações de metro, para travar a subida de casos. Apesar do regresso ao trabalho, as empresas estão a ser encorajadas a manter o teletrabalho, sempre que for possível.

E as medidas têm resultado, com os casos a descer consideravelmente e os hospitais a ficarem mais aliviados.

No entanto, apesar da ligeira abertura desta quinta-feira, mantêm-se os confinamentos em edifícios residenciais em zonas específicas e continuam fechados ginásios e alguns restaurantes.

O objetivo da capital chinesa, com este último confinamento, é evitar o que aconteceu em Xangai, onde a variante Ómicron continua a assolar o principal centro económico da China e as sucessivas medidas têm criado um enorme engarrafamento na baía de Xangai, um dos portos mais movimentados do mundo.

A política da China para travar a pandemia continua a ser uma política de 'zero-COVID', segundo a qual as cidades impõem imediatamente confinamentos e testagens em massa quando são detetados surtos - um processo bem diferente do resto do mundo, que optou por apoiar o levantamento de restrições na força da vacinação.

Estas restrições tornam-se ainda mais paradoxais em relação ao resto do mundo quando, olhando para os números, é possível ver que a China registou apenas cerca de 5.000 mortes por Covid-19, e pouco mais de um milhão de casos - valores muito inferiores aos registados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), em Portugal.

Fonte: NM