Sociedade
25 Abril de 2022 | 15h48

Governo aposta na Caixa de Providência para Comunicação Social

Para assegurar a complementaridade da reforma dos profissionais da Comunicação Social, o Executivo angolano vai criar a “Caixa de Providência” dos trabalhadores da classe jornalística à ser implementada nos próximos dias, informou, esta segunda-feira, em Luanda, o secretario de Estado da Comunicação Social, Nuno Caldas Albino.

O secretário de Estado para a Comunicação Social, que falava durante na cerimónia de lançamento da edição 2021/2022 do Prémio Nacional do Jornalismo, a realizar-se em Novembro do corrente, fez saber que a integração dos profissionais dos órgãos públicos e privados à Caixa de Providência será de forma voluntária.

Nuno Caldas adiantou que o Executivo angolano, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, assumiu e estabeleceu quatro pilares fundamentais para a melhoria do sector e da vida dos profissionais, nomeadamente: Reforma legislativa, com o ajustamento do pacote legislativo da comunicação social, bem como a introdução no ordenamento jurídico.

O referido ordenamento, disse, obedece dois importantes instrumentos em fase de conclusão, como a melhoria da comunicação institucional do Executivo angolano, assente nos valores da transparência e de maior iteração face ao novo paradigma do sector, ajustado nas tecnologias de informação, valorização e dignificação da classe.

Conforme o secretário de Estado da Comunicação, o sector prevê inaugurar, no presente ano, o maior Centro de Formação de Jornalistas, com sede na província do Huambo, que contará com meios técnicos e tecnológicos de última geração.

Por outro lado, destacou a institucionalização do Prémio Nacional de Jornalismo, por jogar um papel pedagógico e de reconhecimento, promoção da qualidade e mérito dos profissionais, por via do incentivo, criatividade e investigação jornalística.

Na ocasião o presidente do júri do Prémio Nacional de Jornalismo, Anastácio de Brito, reforçou que o prémio, instituído a 21 de Maio de 2007 do decreto nº32/7, vai assentar-se sobre o princípio da transparência e nos dez critérios de avaliação nas categorias de imprensa, rádio, televisão e foto jornalismo.

A originalidade do tema e da abordagem, conteúdo da peça, clareza e criatividade do relato do factos, rigor e independência do desenvolvimento do conteúdo, nível de investigação (recursos usados, quantidade e diversidade e qualidade dos dados), qualidade da redacção (uso da língua e constituição das frases, estrutura e sequência narrativa), rigor científico (fonte de informação), criatividade para despertar o interesse público, constam dos dez critérios de avaliação do concurso.

 Anastácio de Brito acrescentou que após 15 anos o Prémio Nacional do Jornalismo continua a mobilizar a classe, cumprindo a dinâmica coerente da periodicidade e recompensa, apesar das diferentes temáticas para cada uma das categorias

Nuno Caldas, Secretário de Estado da Comunicação Social © Fotografia por: Rosário dos Santos (Angop)

Fonte: ANGOP