Economia
26 Março de 2022 | 18h10

Região sul conta com mais de dois mil quilómetros de estradas asfaltadas

As províncias do Huíla, Cuando Cubango, Namibe e Cunene beneficiaram de 2.650 quilómetros de estradas asfaltadas, até 2021, que contribuem no crescimento e desenvolvimento socio-económico da região sul, em particular, e de Angola, em geral.

Do total de vias asfaltadas, 1.012 quilómetros foram na Huíla, 594 Cuando Cubango, 572 Namibe e 472 no Cunene, num orçamento global de perto de 159 mil milhões de kwanzas, de acordo com o secretário de Estado das Obras Públicas, Carlos dos Santos.

Entre os troços asfaltados, o responsável apontou a Estrada Nacional 120 (troço Omala/Cuvelai), no Cunene, numa extensão de 86 quilómetros; Estrada Nacional 280 (Menongue/Cuchi – 105 km), Cuando Cubango; Estrada Nacional 104 (Bibala/Lola – 76 km), no Namibe.

Ao apresentar as acções desenvolvidas pelo Ministério das Obras Públicas e Ordenamento do Território (Minopot), na região sul do país, o dirigente perspectivou a construção de mais 2.152 quilómetros, até 2024, nessas localidades.

Segundo o secretário de Estado, que falava durante a terceira edição do "CaféCIPRA”, realizada sexta-feira última, em Luanda, a meta será asfaltar um total de 10.917 quilómetros de estradas, após 2024, nas quatro províncias, caso as condições financeiras ou orçamentais sejam possíveis.

No domínio habitacional, Carlos dos Santos apontou a conclusão das centralidades 5 de Abril e Praia Amélia (Namibe), que contam com quatro mil fogos já habitados, bem como a centralidade da Quilemba (8.000 casas), na província da Huíla, cuja execução física ronda os 98%, prevendo a entrega das moradias ainda este ano.

Destacou também a construção de 1.450 casas sociais no Cunene, com uma execução física de 24 por cento, assim como a centralidade de Menongue, no Cuando Cubango, que vai contar com 212 habitações, até 2023.

No total, as quatro províncias preveem beneficiar de 13.662 casas até 2024, num orçamento global de cerca de 324,9 mil milhões de kwanzas.

Na ocasião, o secretário de Estado das Obras Públicas reiterou que, em vez de continuar a construir centralidades e casas sociais, a visão do Governo angolano é apostar no provimento de terrenos infraestruturados, para que cada cidadão construa a sua casa.

Fez saber que o programa de concessão de espaços infraestruturados aos cidadãos já atingiu cerca de 68,5%, a nível de todo país, mostrando o sucesso deste projecto.

Além de Carlos dos Santos, a terceira edição do CaféCIPRA foi dirigido pelo director do Instituto Nacional dos Recursos Hídricos do Ministério da Energia e Águas, Manuel Quintino, e o vice-governador provincial para o Sector Político, Social e Económico do Cunene, Apolo Ndinoulenga.

Promovido pelo Centro de Imprensa da Presidência da República de Angola (CIPRA), o debate sob o lema "Diálogo sem mediação” serviu para esclarecer aos cidadãos o estado real de execução dos projectos estruturantes de combate à seca na região sul de Angola.

O CaféCIPRA desta semana contou com a participação de membros da sociedade civil, jornalistas, entre outros convidados, que expuseram as dúvidas e deram contribuições úteis ao debate, realizado quinzenal ou semanalmente.

Fonte: Angop