Sociedade
08 Março de 2022 | 15h29

Governo aposta no bem-estar da jovem mulher

A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, destacou, esta terça-feira, a atenção do Executivo para com o bem-estar social das jovens, com o aumento da oferta formativa e cuidados de saúde.

Falando no acto de relançamento da campanha de educação e sensibilização das famílias sobre o impacto negativo do casamento e gravidez precoses, a ministra disse que o Executivo tem desenvolvido programas de merenda escolar.

Esses programas visam incentivar as crianças a irem a escola, apoiar na sua nutrição e bem-estar, bem como o programa de emponderamento da rapariga e aprendizagem para todos - Kwenda -, entre outras iniciativas, segundo Carolina Cerqueira.

Disse ser necessário que os angolanos contribuam para a constituição de uma nova moral no seio das famílias e da sociedade, baseada na igualdade de direitos e deveres, no respeito pela personalidade de cada um, na protecção da criança e no espírito de entreajuda.

"Devemos promover, cada vez mais, uma sociedade formada  nos mais nobres valores humanos e sociais", encorajou.

Segundo a dirigente, o casamento e a gravidez precoses são práticas africanas que afectam, maioritariamente, raparigas e constituem uma forma de violência contra os direitos da criança.

A África, adiantou, é o continente com casamentos infantis com 12 milhões de casos por ano, tendo como principais causas as práticas culturais e religiosas, a pobreza, a violência sexual e os conflitos.

Em Angola, explicou que o casamento tradicional ou não de menores de idade constitui crime, com uma penalização de dois anos de prisão e o pagamento de multa.

Por sua vez, a governadora da província de Luanda, Ana Paula de Carvalho, referiu que a gravidez e o casamento precoses constituem grandes males para a infância e adolescência em qualquer sociedade.

Observou que a gravidez na adolescência aprisiona as meninas e meninos num leque de responsabilidades que ultrapassam as suas responsabilidades.

Ana Paula de Carvalho apontou como causas a pobreza, a ausência de escolaridade, os abusos sexuais e a violência doméstica, com consequências físicas, psicológicas e emocionais, entre outras.

Disse que o apoio das agências da Nações Unidas será importante para o alcanse dos objectivos da campanha.

A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, disse que a iniciativa visa eliminar todas as formas de violência contra as mulheres.

Pediu o envolvimento de todos no combate contra a gravidez e casamento precose e apelou aos angolanos para cultivarem a cultura de denúncia, a fim de evitar casos de violência sexual.

A campanha de educação e sensibilização das famílias sobre o impacto negativo do casamento e gravidez precoses foi relançada no âmbito do programa de Promoção do Género e Emponderamento da Mulher.

Enquadrada nas celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado esta terça-feira, a iniciativa tem como lema "Luta contra o casamento e a gravidez na adolescência".

Fonte: Angop