Sociedade
02 Março de 2022 | 14h45

CISP vai bloquear telefones que ligam de forma abusiva

O Centro Integrado de Segurança Pública na província do Huambo vai bloquear, a partir dos próximos dias, os terminais telefónicos de indivíduos que efectuarem chamadas abusivas e desnecessárias para o número de emergência 111, soube a ANGOP.

Segundo as declarações prestadas esta quarta-feira pelo chefe do departamento de Administração e Serviços Gerais do CISP nesta região, subinspector Armando da Silva Nhamanduli, das 743 mil 891 chamadas recebidas no último semestre do ano passado 739 mil 326 foram dadas como falsas, ao que corresponde a 99,4 por cento.

Informou que o centro dispõe de um serviço de lista negra que permite a inserção de contactos que reiteradamente efectuam ligações abusivas, com ofensas à integridade moral dos assistentes.

Armando da Silva Nhamanduli desencorajou os cidadãos a procederem dessa forma, uma vez que um dia precisarão dos serviços do CISP para qualquer emergência e, estando os seus contactos bloqueados, continuarão aflitos e sem qualquer assistência.

Referiu que a instituição trabalha para servir a comunidade nas preocupações ligadas à saúde, criminalidade, situações de calamidades naturais e prestação de informações úteis à sociedade.

Lembrou que o CISP dispõe de um sistema de vídeo-vigilância, distribuído numa primeira fase em oito pontos estratégicos da cidade do Huambo, com realce para o Jardim da Cultura, Largo Doutor António Agostinho Neto, Aeroporto Albano Machado e nos bairros Académico, Calundo e Benfica.

O CISP da província do Huambo está equipado com tecnologia de ponta para facilitar a monitorização e prevenir os índices de sinistralidade rodoviária e de criminalidade nesta região do país.

A instituição consta de um projecto de 18 infra-estruturas do género a serem erguidas em todo país, sendo duas de âmbito nacional e 16 provinciais, até finais do ano em curso, com um orçamento de 315 milhões de dólares norte-americanos.

O seu funcionamento é assegurado por mais de 160 quadros, entre efectivos das Forças Armadas Angolanas, da Polícia Nacional e funcionários do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA).

Com uma área de 35 mil 771 quilómetros quadrados, que perfazem 11 municípios, 37 comunas e três mil 387 aldeias, vivem no Huambo, Planalto Central de Angola, mais dois milhões 600 mil habitantes.

Fonte: ANGOP