Cultura
05 Fevereiro de 2022 | 23h11

Angola e França assinam acordo no domínio cultural

Angola e a França assinaram, esta sexta-feira, em Paris, um acordo no domínio da Cooperação Cultural entre os dois países, por um período de cinco anos.

Assinaram o acordo os ministros da Cultura dos dois países, respectivamente, Filipe Zau e Roselyne Bachelot-Narquin e Filipe Zau, que rubricaram também a escritura da doação, por parte de Angola à República da Francesa, de duas obras primas da escultura francesa do século XVIII, Zephir, Flore et Amour, de Philippe Bertrand, e René Frémin e Jacques Bousseau e L´Abondance, de Lambert Sigisbert Adam.

O acordo estabelece o quadro para os dois países cooperarem nas áreas do património, criação artística, indústrias culturais e criativas e incentiva os vários intervenientes a desenvolverem programas de cooperação e intercâmbio entre especialistas e as boas práticas.

Visa igualmente promover o conhecimento recíproco da cultura e da história entre os países, utilizando a cultura como alavanca para atingir uma melhor qualidade de vida para os respectivos povos, tendo em conta o seu impacto no desenvolvimento socio-económico ena consolidação e fortalecimento dos laços de amizade e de compreensão mútua.

A doação de Angola atesta a excelência das relações bilaterais, sendo o primeiro acto de um programa de acções de cooperação patrimonial, organizado a partir de 2022.

Às duas esculturas, encomendadas, respectivamente pelos reis Luís XIV e Luís XV, juntam-se as colecções do Museu Nacional dos Palácios de Versalhes e de Trianon e vão ser apresentadas, de 5 de Fevereiro a 5 de Junho de 2022, numa exposição intitulada "Obras-primas encontradas”.

As duas obras eram propriedades do Estado angolano desde 1979, data em que foi adquirido o edifício da embaixada em França, em cujo jardim se encontravam.

As esculturas foram localizadas em 2018, por um especialista de Versalhes, que desconhecia o seu paradeiro e que tinha feito um estudo aturado dos arquivos disponíveis sobre as vendas que envolviam o património do castelo e as sucessivas mudanças de proprietário, visando inventariar e fazer uma busca nos bens imóveis de todos os descendentes, na esperança de que as obras ainda se encontrassem em França.

A Embaixada de Angola receberá do Castelo de Versalhes, em Julho próximo, duas réplicas das esculturas para substituírem os originais doados à França.