Sociedade
02 Fevereiro de 2022 | 08h24

Ministério do Ambiente identifica e sinaliza as zonas húmidas

O Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA), através do Instituto Nacional da Biodiversidade e Conservação (INBC), está a instalar placas de sinalização das zonas húmidas nas áreas costeiras, para maior protecção.

Segundo uma nota de imprensa, a propósito do Dia Mundial das Zonas Húmidas, que hoje se assinala, o MCTA irá lançar, na província de Benguela, um projecto de identificação de mais zonas húmidas, divulgar a importância da sua protecção e conservação, bem como sensibilizar as comunidades sobre o seu uso racional.

"O Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente congratula-se com a liderança do Presidente da República, João Lourenço, no programa de plantação de mangais, projecto que tem vindo a ser implementado com o apoio da sociedade civil e parceiros, visando contribuir para o reflorestamento das zonas húmidas do litoral do país", lê-se na nota de imprensa.

O MCTA solidariza-se, igualmente, com a sociedade civil e as associações de defesa do ambiente, pelo empenho na recolha de resíduos e no amplo apoio de sensibilização em prol da protecção e conservação das zonas húmidas de Angola.

O Dia Mundial das Zonas Húmidas assinala-se sob o lema "Agir pelas zonas húmidas é agir pela humanidade e pela natureza”, na sequência da Convenção sobre Zonas Húmidas, conhecida como "Convenção de Ramsar”, ocorrida na cidade iraniana de Ramsar, em 1971.

O lema adoptado este ano traduz a crescente preocupação da sociedade mundial com a integridade e o equilíbrio ambiental das zonas húmidas, pelo facto de figurarem entre os sítios mais ameaçados do planeta, por representarem, em grande medida, zonas para a instalação ou construção de empreendimentos habitacionais e de lazer, bem como exploração desordenada e predatória, não compatível à utilização sustentável dos recursos naturais.

A Convenção de Ramsar é o tratado intergovernamental que visa fornecer uma base estrutural para a cooperação internacional e acção nacional para a conservação e uso sustentável dos recursos naturais.
O Estado angolano tornou-se membro da Convenção de Ramsar a 10 de Outubro de 2021, tendo sido inscritos dez sítios Ramsar.

Seguindo a nota de imprensa do MCTA, Angola reafirma o compromisso de proteger as zonas húmidas existentes em todo o território nacional, na medida que desenvolve estudos científicos que visam identificar outras, que ascendam à categoria de zonas de conservação permanentes, com base na Lei 8/20, de 16 de Abril, Lei das Áreas de Conservação Ambiental.

Fonte: JA