Sociedade
31 Janeiro de 2022 | 14h21

População expectante quanto a reabertura da fronteira Angola/Namíbia

A população da província do Cunene está expectante quanto à reabertura, terça-feira, dos postos fronteiriços de Santa Clara, Ruacaná e Calueque, entre Angola/Namíbia, encerrada em Março de 2020, como prevenção contra à Covid-19.

A falta de serviços básicos na fronteira com a Namíbia leva os habitantes que migraram para o país vizinho à procura de escolas, centros de saúde, comércio, energia e água, situação limitada pela pandemia.

Por isso, apesar do encerramento, muitos cidadãos tentavam, a todo o custo, cruzar a fronteira, no sentido de procurarem pela subsistência, daí o júbilo pelo anúncio da sua reabertura.

A reabertura da fronteira foi anunciada a 21 deste mês, pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, no decorrer de uma reunião bilateral Angola/Namíbia.

Em entrevista hoje, à ANGOP, muitos cidadãos saúdam a medida, por acreditarem na melhoria das condições sociais das famílias, dado, também, a intensa movimentação fronteiriça devido às trocas comerciais.

Para a cidadã Fimana Kamate, a reabertura da fronteira representa um ganho para os cidadãos, particularmente os do Cunene, que dependem da Namíbia para a compra de bens diversos e busca de serviços no domínio da saúde.

Referiu que esta posição só vem facilitar a população de ambos os países, que esperavam de forma muito ansiosa voltar a circular entre os dois territórios.

A mesma opinião é corroborada por Sebastião Ngula, realçando os ganhos no domínio da saúde, pois a província tem dificuldades em atender doentes com patologias complicadas.

Já Teresa Silvina sublinha o facto de poder reiniciar a sua actividade comercial, com a aquisição de produtos na Namíbia e revenda em solo angolano.

O empreendedor, António Bento acredita que a reabertura da fronteira vai intensificar a actividade comercial entre os dois povos.

Por seu turno, a economista Justina Kassuque disse que afigura-se a recuperação de um algum poder de compra por parte dos cidadãos, pois o encerramento da fronteira implicou também o aumento do preço de produtos essenciais, porque o mercado do Cunene é muito dependente por falta de produção interna.

Porém, apesar desta reabertura, alertou para a necessidade das pessoas reforçarem o respeito pelas medidas de biossegurança, para evitar a circulação do vírus.

A província do Cunene partilha 460 quilómetros de fronteira com a República da Namíbia, sendo 340 terrestres e 120 fluvial


Vista parcial da cidade de Ondjiva © Fotografia por: José Cachiva (Angop)

Fonte: ANGOP