Sociedade
11 Janeiro de 2022 | 09h58

Taxistas exigem um novo decreto

A greve imposta pelos taxistas, por um período de dois dias, a contar da data de ontem, criou enormes transtornos às populações de Luanda. Os homens dos “azuis e branco” exigem que o Governo aprove um decreto em que os autoriza a preencher a lotação máxima das viaturas e satisfaça os outros seis pontos do caderno reivindicativo.

O dia de ontem foi marcado por falta de táxis, um pouco por toda Luanda.
Resultado: paragens apinhadas de gente, pessoas que dependem deste meio de transporte foram obrigadas a percorrer longas distâncias a pé para chegar ao seu destino.
 
Em cacuaco por exemplo, da comuna da Funda, passando pela Estrada Nacional 100 e Mercado do Kikolo, até à Moagem assistia-se uma situação desoladora por falta de táxis. Nem mesmo algumas viaturas ligeiras foram poupadas. O mesmo cenário foi registado da Avenida Ngola Kiluanje, passando pelo São Paulo, Mercado dos Kwanzas, Petrangol, até à vila de Cacuaco.

No mercado do Sabadão, um grupo de jovens vandalizou motorizadas de três rodas que procuravam ajudar algumas pessoas, sobretudo camponeses vindos das lavras com produtos agrícolas para serem comercializados nos mercados.

Foi o caso do jovem João Dongala, que viu os pneus da motorizada serem furados, sem nada fazer, devido ao número de arruaceiros presentes no local. "Só estacionei para descarregar o produto e os respectivos passageiros, quando quatro jovens munidos de facas rasgaram os pneus. Não reagi, sob pena de ser agredido também”, lamentou.

Na zona do Hoji-ya-Henda os vendedores foram obrigados a encerrar a sua actividade mais cedo, devido à falta de táxis, o que criou constrangimentos ao programa de muitos revendedores. 

Carla Augusto que tirou o dia para fazer as suas compras referiu que "com essa paralisação dos táxis será quase impossível cumprir com o compromisso que firmou com seus clientes".

Funda sem autocarro

O dia foi, também, frenético para os moradores da comuna da Funda, que se viram privados de autocarros públicos de uma empresa privada que, normalmente opera naquela circunscrição. Contactados pelo Jornal de Angola, um dos responsáveis da empresa, que preferiu o anonimato, disse que a comuna da Funda dispõe de dois autocarros, dos quais um deles ficou com o pneu furado, enquanto outro reforçou a rota do Porto de Luanda, devido à maior procura verificada na manhã de ontem, por causa da greve dos taxistas.


Fonte: JA