Economia
07 Janeiro de 2022 | 10h40

Projecto solar da Baía Farta dá prioridade a mulheres

O projecto solar do MCA Group, em fase de implementação na Baía Farta, província de Benguela, que inclui o maior parque fotovoltaico (188 megawatts) da África Subsaariana, localizado no Biópio, dá hoje prioridade à inclusão de mulheres na sua estrutura operativa.

Esse projecto, em curso na comuna de Biópio, envolve um investimento de 500 milhões de dólares e pode produzir energia para 2,4 milhões de pessoas. Além de Benguela, o projecto envolve a construção de parques fotovoltaicos nas províncias do Huambo, Moxico, Lunda-Sul, Lunda-Norte e Bié, infra-estruturas que devem estar concluídas em 2023.

Posto em prática para a promoção de energias verdes, o único desta dimensão, o projecto permite aumentar a sustentabilidade e revolucionar o acesso à energia em Angola.

O MCA Group tem acumulado conhecimentos neste sector promissor, não ficando apenas pelas centrais solares fotovoltaicas de injecção na rede, mas também com uma forte aposta em armazenamento, redes, transformação e transmissão, mini-redes em sistemas isolados, bem como soluções industriais de auto-consumo.

Hoje, o projecto solar do MCA Group conta já com nove mulheres na estrutura operativa, integradas na equipa de instalações eléctricas, onde assumem um papel de destaque no processo de montagens de painéis solares inteligentes. No total, são treze mulheres que frequentaram a formação em processos internos do MCA Group, incluindo a aprendizagem do Inglês.

Sengundo a empresa, uma das principais preocupações do MCA Group é assegurar a total equidade de género, garantindo em todas as acções e decisões da estrutura organizativa a total ausência de qualquer elemento diferenciador.

O ano de 2021 marcou uma viragem em termos de contratação de recursos humanos no feminino, com a empresa atenta ao quinto dos "17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (a Igualdade de Género)”. Com isso, o MCA deu um passo aceitável na contratação de mão-de-obra feminina, no âmbito das Energias em território angolano, onde, até 2023, prevê assegurar a construção de pelo menos mais sete projectos de energia fotovoltaica.

Globalmente, o grupo conta com um universo de 130 colaboradores do género feminino, sendo uma das suas prioridades o incremento do número de mulheres em funções de maior destaque na organização, quer ao nível de funções de direcção, quer da coordenação técnica e operacional.

Até 2021, a MCA teve o registo de um incremento no número global de colaboradoras em cargos de liderança, na ordem dos 15 por cento, um passo que, espera-se, venha a ser mais rápido, para que se atinjam as metas propostas.

Sabe-se que o principal plano solar onde participa o MCA Group em Angola consiste na construção de sete parques fotovoltaicos em seis províncias angolanas, com uma capacidade total de 370 megawatts (MW).

Fonte: JA