COVID-19
29 Dezembro de 2021 | 09h37

Quatro sintomas da variante Ómicron que diferem da Delta

O aumento de casos de infeção causados pela variante Ómicron levanta questões sobre a possibilidade de uma terceira vaga de coronavírus e a eficácia das vacinas que são atualmente administradas.

De acordo com a comunidade médica, é provável que a Ómicron, que se acredita ser mais transmissível do que a variante anterior, infete uma grande parte da população em menos tempo, avança um artigo publicado no jornal Times of India.

Os sintomas desta variante são mais leves em comparação com a variante Delta. Mas, segundo os especialistas, devido à elevada taxa de transmissibilidade, em breve poderá tornar-se a variante dominante em todo o mundo.

A Delta e a Ómicron são ambas variantes mutantes da estirpe original da Covid-19, que teve origem na China em 2019.

A estirpe Delta foi identificada pela primeira vez na Índia em 2020, causando até ao momento milhões de mortes, enquanto os casos da variante Ómicron foram relatados pela primeira vez na África do Sul.

Os sintomas de ambas as variantes diferem. Especialistas revelam que sinais como fadiga, dor nas articulações, calafrios e dores de cabeça são quatro sintomas comuns da Ómicron que são diferentes da variante Delta. Mais ainda, a perda de paladar e olfato - sinais comuns da Delta - raramente surgem em indivíduos infetados com a estirpe Ómicron.

Na semana passada, na Índia, um médico do instituto médico nacional (AIIMS) sugeriu que a Ómicron pode não causar falta de ar como a Delta ou como a estirpe original da Covid-19 porque, possivelmente, a nova variante multiplica-se na garganta e não no sistema respiratório.

O clínico disse que, como tal, é provável que o impacto da infeção nos pulmões seja mínimo. Tal significa que, ao contrário da infeção Delta em que uma grande parte da população foi hospitalizada e sofreu de pneumonia, o mesmo pode não acontecer no caso da nova variante.

Adicionalmente, os especialistas creem que a Ómicron pode superar a imunidade fornecida pelas vacinas ou infeção natural prévia. Sendo o risco de infeção mais elevado em ambos os casos.