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03 Novembro de 2021 | 06h36

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA "SIMPLIFICA" TRANSPORTE DE MADEIRA

Os constrangimentos registados pelos madeireiros da província do Moxico para o transporte da madeira às principais zonas de comercialização do produto, alegadamente, causados por agentes da Polícia Nacional (PN), estão ultrapassados, assegurou o secretário de Estado para as Florestas do Ministério da Agricultura e Pescas, André Jesus Moda.

André de Jesus Moda falava, na última terça-feira, à ANGOP, no Luena, no termo da visita de trabalho de cinco dias ao Moxico, que serviu para constatar a problemática da exploração da madeira na província, tendo reconhecido haver excessos de fiscalização dos agentes da Polícia Nacional.Os alegados excessos foram denunciados pelos empresários madeireiros num encontro que mantiveram com o secretário de Estado para as Florestas, durante o qual queixaram-se de estarem a enfrentar "inúmeras dificuldades” com a circulação e fiscalização da madeira, por causa da actuação dos agentes da Polícia Nacional.

Essa situação, levou André Moda a reunir-se com a Delegação Provincial do Interior, com quem abordou e ultrapassou tal problema, com vista ao desenvolvimento do sector florestal.

"Muitas vezes, os madeireiros circulam com o seu produto dentro da legalidade, mas tem havido excesso de paragens que impedem a transportação do mesmo", disse.

Sobre a solicitação da construção de um entreposto de madeira no Moxico para facilitar a venda dos produtos, disse que o Ministério de tutela está a promover um concurso para construção da infra-estrutura em causa em três províncias.Nessa altura, disse que estão a ser construídos três dos seis entrepostos, nomeadamente, de Caxito, Luanda e Cuando Cubango, faltando as obras dos entrepostos do Moxico, Benguela e Cabinda, previstas para o primeiro trimestre do próximo ano.

Na ocasião, o secretário de Estado reconheceu atrasos no licenciamento da actividade, causados por questões administrativas, afirmando que, por causa disso, o Ministério da Agricultura e Pescas decidiu prolongar o ano florestal, que terminaria em Outubro, para até 31 de Janeiro de 2022.

Disse que continua suspensa a exploração da madeira da espécie mussive, em vigor desde 2018, advertindo que os prevaricadores serão levados à justiça.

 

Fonte: Angop