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30 Outubro de 2021 | 10h12

ANGOP EXISTE HÁ 46 ANOS

A agência angolana de notícias celebra, neste sábado, 46 anos de existência, desde que, em Outubro de 1975, emitiu o seu primeiro despacho noticioso, para o país e o mundo.

Criada num contexto geopolítico bipolar, a Agência cumpriu com o seu papel de disseminar notícia sobre a realidade de Angola, África e dos países do terceiro mundo, de acordo com a sua linha editorial.  

Se antes, segundo o contexto tecnológico da altura, emitia de forma telegráfica, por meio de sistema de telex, sem uso de um computador e internet, hoje a ANGOP dissemina a sua informação pela Web em todas plataformas existentes, nomeadamente o tradicional texto, imagem, vídeo e áudio, adaptando-se também às redes sociais.

O uso cada vez mais de tecnologia avançada, para acompanhar a dinâmica do país, da região e do mundo, com um investimento constante em recursos humanos e financeiros, é dos principais desafios da Empresa.

HISTÓRIA DA ANGOP

A Agência Angola Press (ANGOP) é uma empresa pública que tem o objectivo recolher, tratar e distribuir, em regime exclusivo, em Angola e no exterior, notícias com base em informações objectivas sobre a actualidade nacional e internacional.

Criada em Luanda, em Julho de 1975, a ANGOP foi formalizada como Unidade Económica Estatal (UEE), com autonomia financeira e administrativa, a 17 de Abril de 1978.   

Assumiu o estatuto de órgão estatal de comunicação social através do Decreto n.º 57/78, de 16 de Março, publicado no Diário da República n.º 90, I Série, de 17 de Abril de 1978.  

Fundada com o nome de Agência Nacional Angola Press (ANAP), a ANGOP adoptou o acrónimo que hoje é conhecido em Outubro de 1975, por sugestão de António Agostinho Neto.  

Um dos dois primeiros despachos noticiosos da ANGOP, produzidos nos dias 26 e 27 de Outubro de 1975 pelo jornalista José Mena Abrantes, foi remetido ao estrangeiro apenas a 28 daquele mês. Mais tarde, a agência passou a comemorar o seu aniversário no dia 30 do mesmo mês.  

Manuela Pitra foi a primeira directora da ANGOP, substituída, pouco depois, por Luís Neto (Loló Kiambata), com José Mena Abrantes a assumir o cargo de chefe de Redacção.  

Por ordem do Presidente António Agostinho Neto, Mena Abrantes havia efectuado uma viagem de três meses para o exterior, para contactos conducentes à criação da agência. 

O enviado de Agostinho Neto ao estrangeiro visitou, na altura, Moçambique, Tanzânia, Argélia, Jugoslávia, Bulgária, as então República Democrática Alemã (RDA) e República Federal da Alemanha (RFA), França, Holanda e Portugal. 

Enquanto Mena Abrantes efectuava contactos naqueles países, Siona Casimiro Bole WaTulanta, também jornalista, empenhava-se, internamente e nas actuais República Democrática do Congo (RDC) e República do Congo, na concretização de passos que viriam a contribuir para a criação da ANGOP. 

O Decreto n.º 65/97, do Conselho de Ministros, publicado no Diário da República n.º 42, I Série, de 5 de Setembro de 1997, aprovaria o Estatuto da ANGOP – Empresa Pública (EP). 

Ao mesmo tempo, revogou toda a legislação anterior, relacionada com a ANGOP, nomeadamente o Decreto n.º 57/78, de 16 de Março, publicado no Diário da República n.º 90, I Série, de 17 de Abril de 1978.  

Em 1991, a agência passou a emitir 24 sobre 24 horas, introduzindo inovações nos planos editorial, técnico e tecnológico.  

A ANGOP tem delegações em todas as províncias do país e correspondentes em municípios e no estrangeiro.

A partir de Fevereiro de 2000, entrou para a era digital, com a distribuição de serviços em forma de texto, fotografia, áudio, vídeo e infografia no seu portal, lançado em 2008, sucessivamente actualizado no dia 30 de Outubro de 2013 e a 2 de Novembro de 2020.

A actualização de 2020 conferiu ao portal uma configuração moderna, uma logomarca diferente, com cores mais arejadas, passando a fornecer uma variedade de serviços, como notícias, reportagens, entrevistas, vídeos e fotos, com maior facilidade de busca e acesso às redes sociais.

A ANGOP é, desde a sua criação, membro do Pool das Agências Noticiosas dos Países Não-Alinhados (NOAL) e já assumiu a presidência da organização de 1989 a 1992.

É, igualmente, membro da Aliança das Agências Noticiosas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ALP) e mantém acordo de cooperação com várias agências mundiais.

Fonte: ANGOP