COVID-19
20 Julho de 2021 | 15h30

Novo recorde de contaminações diárias no Irão com 27.444 casos

O ministério da Saúde iraniano registou hoje um novo recorde diário de infeções no país por covid-19, com a capital Teerão submetida a novas e recentes restrições destinadas a conter a propagação do vírus.

O Irão, que prevalece o país mais duramente atingido na região do Médio Oriente, também registou mais 250 mortes relacionadas com o coronavírus no mesmo período, indicou o ministério, num total de 87.624 mortos.

As autoridades admitiram anteriormente que os números oficiais não englobam todos os casos recenseados.

Numa tentativa para conter a progressão do covid-19, o comité nacional de luta contra o coronavírus ordenou o encerramento, a partir da noite de segunda-feira e durante seis dias, de todas as repartições administrativas e bancos em Teerão e na província vizinha de Alborz, uma decisão inédita desde o início da pandemia.

O anterior recorde de infeções diárias no país (25.582) foi registado em 14 de abril.

A República islâmica do Irão, com mais de 83 milhões de habitantes, confronta-se, há várias semanas, com grandes dificuldades em conter o que o Governo designa por "quinta vaga" da doença, e com origem na propagação da variante Delta, muito contagiosa.

Num momento em que o Irão se prepara para três dias de feriados -- de quarta a sexta-feira -- por ocasião da festa muçulmana do Sacrifício, o Comité decretou uma proibição das deslocações ou de entrada de viaturas nestas duas províncias durante seis dias.

No sábado, o Presidente, Hassan Rohani, que abandona o cargo em 03 de agosto após a eleição de Ebrahim Raisi, lamentou o "muito fraco" respeito pelas regras de proteção.

Em Teerão, numerosos habitantes prescindem do uso da máscara sem que isso mereça advertências das autoridades, indica a agência noticiosa AFP.

O Irão, que enfrenta grandes dificuldades financeiras devido às sanções norte-americanas restabelecidas em 2018, regista grandes dificuldades em efetuar transações comerciais com o estrangeiro para a importação de vacinas.

Perante a penúria de doses, as autoridades aprovaram a utilização urgente de duas vacinas produzidas localmente antes mesmo da sua autorização para comercialização.

Segundo o ministério da Saúde, cerca de 6,9 milhões de pessoas receberam uma primeira dose da vacina contra o coronavírus, e apenas 2,3 milhões garantiram as duas doses necessárias.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.100.352 mortos em todo o mundo, entre mais de 190,8 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.215 pessoas e foram registados 932.540 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Fonte: NM