COVID-19
18 Julho de 2021 | 09h13

Infecção com o VIH aumenta o risco de doença grave e morte

A infecção com o vírus VIH/sida aumenta o risco de Covid-19 grave e morte, conclui um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No estudo, envolvendo 15.500 pessoas infectadas pelo vírus da sida e hospitalizadas por Covid-19, em 24 países, mais de um terço tiveram a forma grave ou crítica da doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 e perto de um quarto (23%) morreu no hospital.
A idade média dos doentes era 45,5 anos e quase a totalidade (92%) tomava medicação antirretroviral antes da hospitalização devido à Covid-19.

A OMS considera que, mesmo tendo em consideração outros factores, como a idade e outras doenças, os resultados revelam que a infecção pelo VIH/sida "é um factor de risco significativo para as formas graves e críticas de Covid-19 no momento da hospitalização e para a mortalidade hospitalar”.

Para a presidente da Sociedade Internacional da Sida, Adeeba Kamarulzaman, "o estudo realça a importância de incluir pessoas infectadas com o VIH nas populações prioritárias para a vacinação contra a Covid-19”.

"A comunidade internacional deve fazer mais para garantir que os países fortemente afectados pelo VIH/sida tenham acesso imediato às vacinas para a Covid-19. É inaceitável que menos de 3% (da população) do continente africano tenha recebido uma dose da vacina e menos de 1,5% duas doses”, lamentou.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o VIH/Sida, Onusida, 37,6 milhões de pessoas viviam em 2020 com o vírus em todo o mundo, das quais 27,4 milhões estavam em tratamento. Os medicamentos antirretrovirais permitem controlar a infecção a ponto de tornar o VIH indetectável.

Fonte: JA