Cultura
17 Julho de 2021 | 12h40

Lunga Izata: Escritora angolana participa em antologia mundial que revela sonhos de 201 jovens

Aos 29 anos, Lunga Izata coloca o nome de Angola num livro em que mais de 201 jovens, de vários países e regiões, alinham os seus sonhos aos "17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável" definidos pela ONU.

A lista de jovens angolanos que se destacam no mundo, em áreas como ensino, desporto e artes, vem aumentando a cada dia. Lunga Noélia Izata, angolana, de 29 anos, figura entre os 201 jovens seleccionados, entre milhares de candidatos de quase todo o mundo, para, através de uma antologia intitulada "We Have a Dream - 201 countries, 201 dreams", apresentarem, de forma artística, os seus sonhos e alinhá-los aos "17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável", definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) - apelo global à acção para acabar com a pobreza, reduzir as desigualdades, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade.

A iniciativa, criada pelo jovem japonês Taichi Ichikawa, visa despertar a criatividade dos jovens de todo o mundo. É um livro de sonhos e desejos por um "mundo feliz e pacífico" que, através de 201 jovens, descreve o futuro da Terra. A obra foi lançada no dia 06 deste mês no Japão e conta com a participação de jovens de países como Suécia, Paquistão, Israel, Colômbia, Islândia, França, Estados Unidos da América (EUA), Iémen, Gabão, Namíbia, Nigéria, Libéria, Guiné-Bissau, Marrocos, Burundi e África do Sul.

Em entrevista ao Novo Jornal, Lunga Izata explicou que, à semelhança de outros candidatos, fez recurso à internet para inscrever o seu texto no concurso de selecção, que mereceu aprovação do júri.

No texto que assina na antologia, intitulado Placing hope in storytelling (que em português quer diz "colocando esperança em contar histórias"), Izata fala sobre temas como igualdade do género, superação, aprendidos através dos filmes Pretty Woman (Um Sonho de Mulher), de Garry Marshall, e Forrest Gump, do realizador norte-americano Robert Zemeckis, e alerta sobre alguns problemas sociais e rituais em África com impacto negativo na vida da mulher africana, como é, por exemplo, o casamento infantil e a mutilação genital, uma realidade que ainda hoje se verifica em países como Gana, Moçambique, Nigéria e Quénia.

Fonte: NJ