COVID-19
28 Junho de 2021 | 08h23

África do Sul endurece restrições para lutar contra variante Delta

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou neste (domingo), novas restrições no país, o mais atingido pela pandemia de Covid-19 no continente africano, para fazer face ao forte aumento de infecções da mais contagiosa variante Delta.

"Todos os ajuntamentos de pessoas quer no interior, quer no exterior estão interditos", com excepção dos funerais com um máximo de 50 pessoas, disse, numa declaração ao país, acrescentando que a venda de álcool também foi proibida.

O recolher obrigatório em vigor no país foi alargado uma hora, das 21:00 (19:00 GMT) até às 04:00 (02:00 GMT).

A África do Sul, que enfrenta uma terceira vaga do vírus, "está a ser confrontada com um ressurgimento massivo dos contágios", alertou o chefe de Estado numa alocução televisiva, traçando um quadro muito grave da situação.

"Os nossos serviços de saúde estão a trabalhar no limite extremo das suas possibilidades, há muito poucas camas disponíveis nos cuidados intensivos", acrescentou, antes de anunciar que a África do Sul se encontra no nível quatro de alerta sanitário, o último, antes do confinamento.

Cyril Ramaphosa disse ainda que a nova vaga "está a ser devastadora e tudo indica que será pior do que as anteriores".

A África do Sul registou hoje, oficialmente, 15.036 novos contágios, um recorde para o ano 2021, e, no total, desde o início da pandemia, 1,9 milhões de pessoas foram atingidas pelo covid-19 no país, das quais 59.900 morreram, numa população de 58 milhões de habitantes.

Mais contagiosa, a variante Delta está na origem do importante aumento de infecções no país, anunciaram os especialistas no sábado, apontando que "parece estar a tornar-se a dominante" na África do Sul.

 

Fonte: JA