Economia
14 Junho de 2021 | 16h02

Sonangol vende participações em blocos para suporte na exploração e produção

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) está a alienar, de forma parcial, participações detidas em oito blocos petrolíferos para reavaliar a carteira de investimento, garantir o cumprimento e implementação da sua estratégia de exploração e produção, passando de 2 para 10%, até 2027

Trata-se de  participações  detidas  em blocos em offshore e onshore, na sua maioria em produção, e outros em exploração  e desenvolvimento, entre os quais, o Bloco 03/05, onde a Sonangol vai vender entre 15 a 20%,  igual percentagem para o 4/05,  e o 15/06, com uma alienação de até 10%.

A lista da Sonangol, apresentada nesta segunda-feira, no acto do lançamento  do processo de alienação, integram também o Bloco 18, onde prevê-se  desinvestir  até 8,28%, o 23, com uma venda exposta  entre 30 a 70%,  igual número para o  27,  e o 31, até 10%.

Com "grandes” reservas remanescentes, a Sonangol quer, com estas vendas, assegurar os compromissos da empresa nos blocos  em que apoia como parceiro e garantir o contínuo investimento  nas concessões em que opera.

De acordo com o presidente da Comissão Executiva da Unidade de Exploração e Produção (UNEP), Ricardo Van-Deste, que interveio no evento, a companhia quer, de igual modo, reduzir a sua exposição financeira e o interesse participativo, primando por  uma gestão eficiente dos direitos de levantamento de petróleo bruto da Sonangol.

Para os investidores interessados neste processo, a petrolífera nacional garante entrada célere no mercado  angolano, sem ser por meio de concurso público ou negociação directa, caso cumpram com os requisitos necessários para ser considerado associado da Concessionária Nacional.

Nestes blocos, a Sonangol diz que os investidores vão  deparam-se com a redução de riscos geológicos e financeiros para os activos em produção, além da existência da partilha dos esforços e risco financeiro para os blocos, em fase de exploração.

Localizado na Bacia do Congo, (offshore), o Bloco 3/05, por exemplo, dispõe de 54 poços perfurados (33 pesquisa e 22 em avaliação).

Neste bloco existem oito campos em produção como Pacassa, Búfalo, Palanca, Impala-Sudeste, Cobo, Pambi e Combo, além de 11 plataformas de produção e de processamento.

Este tem ainda de reservas 121 48 milhões de barris de crude, com uma produção acumulada de 1.  387 milhões de barris.

Em  produção  desde Abril de 2009, o Bloco 4/05, localizado na Bacia Marítima do Congo, dispõe sete poços de desenvolvimento com reservas estimadas em 143 milhões de barris certificados.

As características dos outros seis blocos também foram apresentadas aos potencias investidores, que terão de submeter  as suas propostas à Sonangol até o dia 06 de Agosto do ano em curso.

O lançamento do processo  foi testemunhado pelo ministro dos Recursos Minerais,  Petróleo e Gás,  Diamantino Azevedo.

Fonte: ANGOP