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14 Junho de 2021 | 12h15

Bairros periféricos do Soyo assolados pela criminalidade

Os moradores dos bairros Kukala-Kiaku, Nkungu-Yenguele, Paróquia, Nona, Mbuku, Kinwica e 1º de Maio, no Zaire clamam por ajuda devido a onda de criminalidade.

A onda de assaltos a residências que se regista, nos últimos tempos, nos bairros periféricos da cidade do Soyo, província do Zaire, obrigou os habitantes locais a clamarem por maior intervenção de quem de direito.

Os bairros Kukala-Kiaku, Nkungu-Yenguele, Paróquia, Nona, Mbuku, Kinwica e 1º de Maio, são os mais visados.

 A urbanização Kinganga Mavakala, situada a 20 quilómetros a Norte da cidade petrolífera, tem sido alvo de sucessivos assaltos, apesar de haver no local uma Esquadra policial.

 Alguns munícipes relataram que os meliantes, além de invadirem residências, na maior parte das vezes na calada da noite, interpelam, igualmente, pessoas na via pública, às vezes sob ameaça de armas brancas ou de fogo.

Kumba Henriques, 52 anos de idade, é proprietário de uma loja de calçado e roupa usada no bairro 1º de Maio, que na noite de quarta-feira, sofreu um assalto dos meliantes.

 O comerciante contou ao Jornal de Angola que os "amigos do alheio” arrombaram o gradeamento da porta das instalações da loja e retiraram 75 pares de calçado, 15 fatos, entre outros artigos, cujo prejuízo está por se avaliar. "Os bandidos retiraram muita coisa da minha loja. Já apresentei queixa ao Serviço de Investigação Criminal, na expectativa de que os assaltantes sejam apanhados e responsabilizados”, disse.

 Para Kumba Henriques, o aumento da criminalidade na região, resulta do elevado índice do desemprego, que afectam maioritariamente a juventude. "Com o surgimento da Covid-19, muitas pessoas ficaram desempregadas e passam por enormes dificuldades. Muitos jovens não resistiram a estas dificuldades e abraçaram a delinquência”, sublinhou.

 Outro munícipe, A. L, que preferiu o anonimato, revelou que alguns dos integrantes dos principais grupos de malfeitores, que actuam na região, estão devidamente identificados, mas não são denunciados por temor a represálias. "Alguns marginais são conhecidos, mas as pessoas têm o medo de denunciá-los, porque eles acabam por saber quem os denunciou e, como não demoram na cadeia, quando saem retaliam”, disse.

 Morador do bairro Mbuku, considerado, actualmente, como um dos principais focos da delinquência no Soyo, A. L, defendeu a necessidade de intensificação das acções de policiamento de proximidade, "no sentido de repor o sentimento de segurança e tranquilidade no seio das populações”.


O interlocutor fez saber que no interior do bairro Mbukue os meliantes fazem emboscadas no período da noite.
 Jovens detidos por vandalizar escola


Sete cidadãos nacionais, entre os quais uma mulher, foram detidos, no município do Soyo, província do Zaire, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), por, presumivelmente, terem vandalizado uma escola no bairro Mongo-Soyo.

Segundo o chefe do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII) da Delegação Municipal do Ministério do Interior do Soyo, terceiro subchefe de migração Sérgio Afonso, que prestou a informação ao Jornal de Angola, os cidadãos em causa retiraram as portas e janelas de caixilharia de alumínio da escola.
A detenção dos acusados, acrescentou, ocorreu na sequência de uma operação denominada "Silavovo”, que está a ser realizada por efectivos do SIC, com o objectivo de combater acções criminosas na região.

 Sérgio Afonso avançou que as portas e janelas foram recuperadas, encontrando-se sob a tutela do SIC, enquanto de-corre a instrução do processo-crime a ser remetido junto do Ministério Público para a responsabilização criminal aos infractores.

Autor: JDS

Fonte: Jornal de Angola