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22 Janeiro de 2022 | 11h42

CPJ recupera cinco residências cedidas irregularmente na Caála

O Conselho Provincial da Juventude (CPJ) do Huambo recuperou, nos últimos dias, cinco residências cedidas irregularidades por líderes associativos na Centralidade Fernando Faustino Muteka, município da Caála.

O projecto habitacional, inaugurado em Novembro de 2020, conta com quatro mil e uma residências, subdividas em 2.832 apartamentos, 808 moradias duplex, 361 residências térreas, sendo que 50 por cento estão reservadas para os jovens dos 18 aos 40 anos de idade.

Falando no primeiro encontro com os membros da organização, o secretário executivo do CPJ no Huambo, João Lara, disse que líderes de duas associações priorizaram os seus parentes em detrimento dos associados.

Informou que, após denúncias dos lesados, o Conselho Provincial da Juventude despoletou um competente processo de inquérito que culminou com  a recuperação dos imóveis, que brevemente deverão ser entregues aos verdadeiros beneficiários.

João Lara denunciou, igualmente, a existência de irregularidades do género na distribuição de quatro parcelas de terrenos na cidade da Caála.

Dada a gravidade da situação, informou que  os líderes associativos envolvidos tanto na centralidade, como nas parcelas de terra, serão expulsos da direcção do Conselho Provincial da Juventude.

Destacou como perspectiva para este ano, a promoção do diálogo aberto entre as a organização e os jovens em geral, com vista a torná-la mais proactiva na adopção de boas atitudes que contribuam para a harmonia, o reforço da convivência pacífica e desenvolvimento social.

Já o director do gabinete local de Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Jeremias da Piedade Chissanga, reiterou o compromisso das autoridades governamentais em continuar a trabalhar para a resolução, de forma gradual, dos problemas que afligem esta franja da sociedade.

O Conselho Provincial da Juventude no Huambo controla mais de 120 membros e parceiros, entre organizações e associações sociais, políticas, culturais, desportivas e religiosas.

Fonte: ANGOP